A Venezuela formalizou um pedido à Organização das Nações Unidas (ONU) para investigar as ações militares dos Estados Unidos. A medida foi tomada após o presidente Donald Trump autorizar operações da CIA no país, concedendo "carta branca" à agência [00:01].
O embaixador venezuelano nas Nações Unidas alertou que o aumento da presença militar americana representa uma ameaça internacional. A investida do governo dos EUA contra o regime chavista intensificou-se em setembro, com o envio de sete navios e um submarino nuclear para a costa venezuelana, além da mobilização de 10.000 soldados [00:01].
Sob a justificativa de combate ao narcotráfico, a Marinha dos Estados Unidos realizou ataques a cinco navios da Venezuela na região do Caribe, resultando em 27 mortes. O jornal Washington Post também reportou sobrevoos de helicópteros especiais do exército americano em águas caribenhas [00:37].
Donald Trump confirmou a autorização de operações secretas da CIA na Venezuela [01:00]. Historicamente, a Agência de Inteligência Americana atuou para derrubar governos em diversos países da América Latina, incluindo o Brasil, em ações que só foram reveladas posteriormente. Fontes do The New York Times indicam que o objetivo atual é a derrubada de Nicolás Maduro [01:00].
No mesmo dia, o presidente americano mencionou a possibilidade de ataques terrestres contra cartéis [01:24].
Diante da crise, Maduro mobilizou mais de 4,5 milhões de civis pertencentes a uma espécie de milícia, que recebem treinamento militar e se uniram ao exército em exercícios de defesa. Recentemente, a segurança em Caracas também foi reforçada [01:24].
Especialistas interpretam a estratégia de Trump como um "sufocamento dos militares de Maduro", e não uma guerra convencional, alinhado à promessa de Trump de retirar os Estados Unidos de conflitos. A presença militar visa exercer pressão psicológica sobre os oficiais venezuelanos, com uma crescente disposição do presidente Trump em usar a força [01:55].
O exército americano realizou um novo ataque contra um navio no Mar do Caribe, alegadamente transportando drogas, conforme confirmado pela agência Reuters. O comandante responsável pelas operações militares dos EUA na América Latina pediu demissão após expressar preocupações sobre os ataques a barcos [02:28].
Observadores criticam a postura de Nicolás Maduro ao recorrer à ONU como vítima dos Estados Unidos, especialmente considerando suas próprias ações passadas. É apontado que Maduro ameaçou invadir a Guiana, realizou um referendo para anexar a região de Essequibo (pertencente ao país vizinho) e chegou a divulgar um mapa falso da Venezuela já contendo essa área [02:54]. A crítica é que, ao agredir outros países, Maduro não respeita limites ou apelos internacionais, mas agora busca proteção para si [03:26].
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