Em uma revelação bombástica, o empresário Eike Batista apresentou seu mais novo e ambicioso projeto de biotecnologia: uma variedade aprimorada de cana-de-açúcar, batizada de "Supercana". O empresário não poupou adjetivos ao descrever o impacto global da invenção, que ele acredita ter o potencial de acabar com a era do plástico no planeta.
A Inovação: Bagaço 12 Vezes Mais Produtivo
O grande segredo da Supercana está no seu subproduto. Segundo Eike, a nova variedade produz de 7 a até 12 vezes mais bagaço por hectare do que a cana tradicional ([01:33]). Este bagaço, historicamente tratado como resíduo, passa a ser uma matéria-prima valiosa. "O nosso bagaço... vira produto de milhares de dólares por tonelada", afirmou o empresário ([04:25]).
Substituição Total do Plástico
O empresário demonstrou que, ao misturar o bagaço com resinas minerais biodegradáveis desenvolvidas por sua equipe, é possível criar produtos 100% ecológicos, como copos, canecas e embalagens. "Isso aqui é 100% feito de bagaço de cana. A gente substitui o plástico do planeta", declarou Eike ([01:58]). Ele garantiu ainda que o material é impermeável, solucionando o problema de vazamento e desintegração comum em embalagens de papel ([05:49]).
Turbinando a Agricultura Brasileira
Além da revolução industrial, a Supercana promete uma revolução agrícola. Eike garantiu que a produtividade da cana é dobrada, no mínimo duas vezes mais, o que garante um retorno financeiro imediato para os produtores ([03:13]). "Essa cana não traz só o dobro da produtividade, mata o milho e ainda tem um bagaço que vira produto de milhares de dólares por tonelada", explicou, destacando a vantagem na safrinha ([04:08]).
O Potencial Financeiro e o "Payback" Rápido
Eike revelou os impressionantes números do projeto. Um módulo de produção de 70 mil hectares requer um investimento de US$ 500 milhões, mas tem um retorno surpreendente. Ele projeta que no segundo ano o módulo já gera US$ 600 milhões em caixa e, no quinto ano, atinge a marca de **US$ 8 bilhões de dólar de caixa (EBITDA)** ([07:30] - [07:59]). Com este potencial, o Brasil tem a chance de implementar 60 desses módulos e, de fato, "substituir o plástico do planeta" ([06:17], [08:29]).
O Inimigo: Produtores de Plástico
Questionado sobre quem poderia ser a concorrência, Eike foi direto: os produtores de plástico. Segundo ele, o projeto é uma ameaça direta a esse mercado, que será obrigado a se reinventar ou "vão ter que mergulhar no oceano" ([09:35]). A demanda por produtos verdes já existe, com grupos dispostos a pagar um prêmio para substituir o plástico em suas embalagens até 2027 ([10:03]).